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27 de janeiro de 2018 Dermatologia0

Cuidados com a Pele no Verão

Durante o verão é muito comum o aumento da procura por atendimentos no consultório dermatológico. Isso ocorre pois somado às altas temperaturas e emissão de radiação solar com maior intensidade, aumenta-se a exposição ao ar livre para práticas de atividades. Confira neste post algumas dicas e cuidados para prevenção dos principais problemas dermatológicos nessa época do ano e lembre-se sempre de se expor mas não se queimar!

2357efd51e1c964 (1)Filtro Solar

Embora todo mundo saiba da importância do filtro solar, muitas pessoas desconhecem a forma correta de utilizá-lo para a devida proteção eficácia do produto. Aqui vão algumas dicas fundamentais:

* Use diariamente protetor solar, não somente para as atividades de lazer;

* Proteja também os cabelos, utilize fluidos siliconados nas pontas, protegendo-os dos danos do vento, sol ou maresia;

* Todos os tipos de pele desde as mais brancas até à negra necessitam de proteção solar com filtros solares pois também estão sujeitas a queimaduras, câncer da pele e outros problemas;

* Confira na embalagem se o produto protege contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e contra os raios UVB (indicado pelo FPS);

* Opte por um protetor solar FPS (fator) 30 ou superior;

*  Aplique o protetor 30 minutos antes de sair de casa ou da exposição solar;

* Distribua o produto de maneira uniforme em todas as partes de corpo expostas, incluindo mãos, orelhas, nuca e pés;

* Repasse a cada 2h ou em menor tempo se entrar na água ou houver transpiração excessiva;

* Não se esqueça de proteger melhor as cicatrizes novas que podem escurecer com o sol e antigas também pois podem ser facilitadoras no desenvolvimento de tumores – utilize adevisos, esparadrapos ou ainda uma camada mais grossa de protetor solar;

*  Crianças a partir dos 6 meses de idade já podem e devem usar protetor solar, mas verifique com o dermatologista ou pediatra o mais adequado para o tipo de pele dela – há opções específicas para bebês e crianças no mercado;

* A quantidade correta a ser aplicada em cada região do corpo deve corresponder a uma ou duas colheres de chá conforme demonstrado abaixo:

Como Utilizar o Protetor Solar

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d55064e7c36a7874dabcee24bb2cf7fcRoupas e Acessórios

* Utilize chapéu e roupas de algodão nas atividades ao ar livre, pois eles bloqueiam a maior parte da radiação UV;

* Evite tecidos sintéticos pois só bloqueiam cerca de 30% dos raios UV;

* Evite a exposição solar entre 10h as 16h quando a incidência de raios UV é maior e mais prejudicial à saúde;

* Na praia utilize sempre guarda-sol e prefira os de tecido de algodão ou lona pois estes materiais absorvem 50% da radiação UV;

* Use sempre óculos de sol pois além de prevenir a formação de rugas, é fundamental para prevenção da catarata e outras lesões oculares;

* Use e abuse dos repelentes – passe sempre após o protetor solar para se prevenir de picadas de insetos e principalmente de doenças como dengue, zica, chikungunya e até febre amarela.

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heart-1480779_640Hábitos diários saudáveis

* Aumente a ingestão de líquidos no verão para manter-se hidratado, abuse do consumo de água, sucos de frutas (não vale industrializados) e água de coco;

* Mantenha a pele hidratada diariamente mesmo no verão e mesmo sua pele sendo oleosa, opte por hidratantes em sérum, fluidos e não viscosos;

* Dê preferência para o consumo de frutas e legumes de cor alaranjada ou vermelha (cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba) pois ajudam na recuperação dos danos causados pelo sol na pele, já que contém carotenóides que tem ação antioxidante.

* Aposte no consumo de alimentos mais leves e saudáveis pois auxiliam na hidratação do corpo, previnem doenças e adiam os sinais do envelhecimento como por exemplo, carnes grelhadas, alimentos crus e cozidos, frutas e legumes com alto teor de água e fibras e baixo de carboidratos;

* Durante o banho utilize pouco sabonete, nada de excessos e sempre de acordo com seu tipo de pele e utilize sempre água morna para fria para evitar o ressecamento da pele.

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jellyfish-154799_640Ferimento por águas-vivas

* Não trata-se de uma queimadura e sim de um envenenamento da pele devido às toxinas que a água viva libera

* Ao ser ferido por uma água viva, e se estiver sentindo dor, faça uma compressa com água do mar gelada no local que tem efeito analgésico;

* Se possível lave a ferida também com soro fisiológico;

* Nunca passe xixi na ferida, pois isso pode irritar ainda mais a lesão e agravar o problema;

*  Não lave com água doce pois isso pode intensificar a ação das células de veneno e liberar mais toxina aumentando a dor, ao invés disso opte pela água do mar ou melhor ainda por vinagre que interrompe a liberação das toxinas pelas células de veneno;

* Se houver tentáculos ou resquícios desses na pele, tente removê-los com o auxílio de um papel;

* Se for ferido evite continuar a exposição solar pois pode aumentar o ferimento e causar bolhas, agravando o quadro;

* Geralmente essas ações são suficientes para tratar os sintomas não sendo necessário procurar um hospital, de qualquer forma conforme o tipo de água viva o ferimento pode ser mais sério e então uma intervenção médica ser necessária – geralmente as espécies encontradas na costa brasileira são bem tranquilas.

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heart-2730784_640Doenças dermatológicas mais comuns no verão

(Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia)

Algumas doenças de pele são mais comuns no verão, devido a combinação calor, sol, areia, praia, piscina e excesso de suor. Confira as mais comuns e ao surgimento de qualquer sintoma procure um médico dermatologista!

Acne solarprovocada pela mistura da oleosidade aumentada da pele, sudorese, uso do filtro solar e da própria radiação solar. Recomenda-se lavar o rosto com um sabonete adequado para o tipo de pele, usar tônicos mais adstringentes e filtros solares com base aquosa ou em gel, o que pode diminuir a oleosidade.

* Bicho geográfico: É um parasita proveniente de animais, que é contraído geralmente pelo ser humano em praias ou piscinas através do contato com as de fezes de cachorro ou gato. Muito comum em clima tropical onde o calor e a umidade são condições favoráveis para evolução do parasita. Os pés, as pernas e as mãos são os locais mais afetados. Caracteriza-se por lesões cutâneas que se parecem com um mapa e com rastro de serpente. É importante sempre utilizar chinelos nestes locais a fim de se evitar a contaminação e uma vez contaminado o tratamento deve ser medicamentoso via oral e tópica.

Brotoejas: pequenas bolinhas que surgem, especialmente em bebês, devido ao contato da pele com o suor, principalmente nas “dobrinhas” da própria pele ou das roupas. Podem ser bolhas transparentes com pouca coceira ou “bolinhas” avermelhadas que coçam bastante. Usar roupas leves e soltas e evitar locais muito abafados que propiciam a sudorese excessiva são algumas dicas para evitar brotoejas, sobretudo em pessoas predispostas.

Manchas e sardas brancas: as manchas e sardas brancas surgem devagar no decorrer da vida e representam danos que os raios solares causaram na pele e principalmente nas áreas expostas da pele de forma prolongada e repetida ao longo da vida. Já as manchas senis ou melanoses solares, em geral, são escuras, de coloração entre castanho e marrom e surgem em áreas que ficam muito expostas ao sol, como a face, o dorso das mãos e dos braços, o colo e os ombros. A melhor forma de evitá-las é não se esquecer do protetor solar. Essas lesões são benignas, não evoluem para o câncer da pele, entretanto, recomenda-se avaliação pelo dermatologista para diferenciá-las de lesões suspeitas, que merecem uma avaliação mais detalhada.

Micoses: infecções causadas por fungos na pele, unhas e cabelos e ocorrem quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como calor, umidade e baixa de imunidade. Os pés, a virilha e as unhas são os lugares mais comuns em que elas aparecem, mas isso não significa que outras partes do corpo estejam imunes. Vale lembrar que ninguém está livre delas, crianças, jovens, adultos e idosos. A melhor forma de evitá-las é manter hábitos de higiene, como: secar-se bem após o banho, principalmente áreas de dobras da pele, como virilha, entre os dedos dos pés e axilas. Deve-se também evitar andar descalço em pisos constantemente úmidos (lava-pés, vestiários, saunas). Recomenda-se, ainda, evitar calçados fechados o máximo possível, optando pelos mais largos e ventilados. Importante também é usar somente o seu material para manicure.

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Portanto, neste verão, se exponha, curta, aproveite, mas não se queime! Prevenção é a chave!

 

 

 



2 de novembro de 2016

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A Larva Migrans Cutânea ou “Creeping Eruption” é o nome técnico do parasita popularmente conhecido por Bicho Geográfico. É uma doença de pele auto-limitada (que tende a melhorar espontaneamente) originada pela infestação por larvas que penetram e migram através da pele.

É também chamada de bicho de praia, bicho geográfico e larva serpiginosa, pelas lesões cutâneas causadas, que se parecem com um mapa e com rastro de serpente. É uma zoonose cujos parasitas tem como hospedeiro definitivo os animais domésticos e não o homem. Estes parasitas são encontrados em regiões tropicais.

As espécies mais comuns são provenientes de parasitas de gatos e cães que vivem no aparelho digestório de tais animais e ovipõe no intestino delgado. Os ovos são eliminados nas fezes do animal, que normalmente ficam em locais de acesso público, como praias, pracinhas e varandas, locais de clima, umidade e temperatura favoráveis à evolução do parasita, tornando-se, em aproximadamente sete dias, larvas infestantes. O homem torna-se hospedeiro de forma acidental, quando este entra em contato com as larvas infectantes que penetram em sua pele através de folículos pilosos, glândulas sudoríparas, fissuras cutâneas ou através da pele intacta, sendo os pés, as pernas e as mãos são os locais mais afetados. No ser humano as larvas não são capazes de completar seu ciclo vital, por ser um parasita de animais, e morrem algumas semanas depois da infestação, permanecendo entre a epiderme e a derme.

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Tratamento Larva Migrans / Tratamento Bicho Geográfico

O tratamento é feito através de medicação via oral e tópica. O tratamento tópico está indicado nas situações onde a doença atinge pequenas regiões no corpo. O tratamento sistêmico é possível através de diversos fármacos via oral. Geralmente as medicações são utilizadas por até 5 dias, mas alguns tratamentos podem ser mais prolongados de 5 a 7 dias para evitar recidivas. Se houver infecções secundárias decorrentes da doença, poderá ser tratada com antibióticos. O prurido regride em cerca de 48 horas com o tratamento anti-helmíntico, não sendo necessário a utilização de anti-histamínicos sistêmicos.

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IMPORTANTE:

Procure o seu dermatologista para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.

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Em nossa Clínica dispomos do atendimento do Dr. Caio Rosa Humaire, médico dermatologista. Entre em contato e agende uma consulta médica primeiramente para melhor avaliação do seu caso.

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BIBLIOGRAFIA: MACUGLIA, Carla Nunes; SILVA, Silvana Andreia¹; SPEROTTO, Rita Leal:LARVA Migrans CUTÂNEA: UMA REVISÃO DE LITERATURA, Ferreira C , Machado S , Selores M: Larva migrans cutânea em idade pediátrica: a propósito de um caso clínico: NASCER E CRESCER revista do hospital de crianças maria pia ano 2003, vol. XII, n.º 4

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Dr. Caio Humaire Dermatologista

Dr. Caio Rosa Humaire Médico Dermatologista CRM-SP 136.244/RQE 35757